Será que você barraria a entrada de um ex-aluno que estivera dias antes solicitando documentos na secretaria? Um ex-aluno que se apresentava como voluntário para uma palestra? Um garoto sem antecedentes criminais?.
Foram 60 tiros de duas armas, meninas foram escolhidas e selecionadas para morrer e meninos para serem feridos. Encurralados no lugar que deveria ser um refugio, crianças lado a lado foram executadas sem piedade.
Ele foi perseguido no passado, rejeitado pelas meninas e no escuro do seu quarto estava incubado o ódio que transcende a realidade que conhecemos. Uma brecha se abriu e aquele que deseja a morte entrou. Foram anos de insônia, noites em frente a um computador alimentando sua mente com pornografia e informações sobre armas e crimes. Ele deixou uma carta que mostrava a sua insanidade e demonstrou atraves dela o quanto as pessoas que o conheciam foram displicentes. Perfil psicótico, introvertido e sem amigos dizem os especialistas. Fantasmas adormeciam com ele, o passado traumático o perseguia e a sede de sangue aumentava. Precisava de mais tempo, ainda haviam 17 balas e mais salas nos andares acima mas o fuzil do sargento-herói o deteve. Caido na escada antecipou seu final, o estampido da bala foi sua ultima lembrança.
Gritaria, choro, dor são tudo que resta. Entre marcas de sangue e depoimentos emocionados segue a dúvida: O que faremos para proteger nossos filhos da próxima tragédia?

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