quinta-feira, 3 de junho de 2010

Uma impossibilidade teórica que só funciona na prática

O Vôo do Besouro

Libelinda e Sombrimundo


Libelinda, a libélula, voa pelo jardim à procura de seu amigo Sombrimundo, o besouro.

Libelinda está bastante nervosa, pois há algumas horas procura sem parar pelas suas asas.

Quando o avista no chão, grita com toda a força de seus libelu-pulmões:

- Ei, Sombrimundo!!! Estou desesperada, não encontro minhas asas!!!

Sombrimundo, que andava meio jururu, lhe diz, com olhos de espanto:

- Libelinda, você está maluca? Não percebe que está voando com elas?

Libelinda leva um susto e dá uma gargalhada que faz trepidar seu corpinho magricelo.

- É mesmo, como eu sou atrapalhada!

- Não, Libelinda, atrapalhado sou eu - diz Sombrimundo com os olhos rasos d´água -
Não consigo voar. Queria ser como você.

Libelinda tenta consolá-lo.

- Ora, eu também queria ser como você, um sujeito calmo e seguro. E além de tudo
forte como ninguém. Venha, vou lhe dar uma carona até o outro lado do jardim.

Libelinda finge que segura nas costas de Sombrimundo, mas não faz nada. Sombrimundo voa tranqüilamente, pensando que é a amiga que o carrega. Até que decide parar.

Ao olhar para baixo vê Libelinda descansando sobre a grama e pergunta:

- Ei, o que você está fazendo aí? Deste jeito eu posso cair daqui!!!

- Sombrimundo, você não vê que está voando sozinho?

Agora é Sombrimundo que cai numa gargalhada que sacode suas antenas enormes.

- É mesmo! Como eu sou atrapalhado!

- Você é forte e sabe até voar. Atrapalhada sou eu, que vôo e nem sei onde ponho as asas.

- Não, eu sou mais atrapalhado! Forte é você que me carregou para voar! Eu vôo, mas nem sei que vôo.

- Não!!! De uma vez por todas! Eu não carreguei você, eu estava só fazendo você criar coragem!

 

Você também pode voar !!!

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